Desde a sua estreia na Netflix, Stranger Things tornou-se uma das séries mais influentes da televisão atual, não só pelo seu cenário nos anos 80 ou pela sua mistura de ficção científica e terror, mas também pela força dos seus protagonistas.
Ao longo das temporadas, as personagens evoluíram de forma notável, crescendo emocionalmente juntamente com o público, e de seguida contaremos um pouco sobre cada uma delas.
Onze: Identidade, Trauma e Poder

Eleven é, sem dúvida, o foco central de Stranger Things .
Apresentada como uma rapariga com poderes psíquicos e um passado marcado por experiências no Laboratório Hawkins, a sua evolução é uma das mais profundas da série.
Nas primeiras temporadas, a sua personagem é introvertida e defensiva, condicionada por traumas e isolamento.
Com o passar do tempo, Eleven inicia uma busca pela sua identidade pessoal, aprendendo a relacionar-se com os outros, a amar e a enfrentar os seus medos.
Na quarta temporada, o seu arco narrativo centra-se nos conflitos internos, na dor emocional e na reconstrução da sua autoestima, demonstrando que o seu verdadeiro poder não reside apenas no sobrenatural.
Mike Wheeler: Liderança e Maturidade Emocional

Mike Wheeler começa por ser o típico líder de grupo, impulsivo, mas leal.
A sua relação com Eleven define grande parte do seu desenvolvimento, confrontando-o com decisões difíceis e com a necessidade de amadurecer emocionalmente.
Ao longo das temporadas, Mike aprende que liderar não significa controlar, mas sim compreender e apoiar.
A sua evolução reflete os dilemas da adolescência, a insegurança e o medo de perder aqueles que ama, tornando-o uma personagem mais reflexiva e empática.
Dustin Henderson: carisma e inteligência

Dustin traz humor, mas também muita sensibilidade.
Desde o início que se destacou pela sua inteligência, pela sua curiosidade científica e pelo seu otimismo.
Ao contrário de outras personagens, a sua evolução não é sombria, mas sim emocional: aprende a aceitar a rejeição, a amizade e a perda.
Relações como a que tem com Steve Harrington reforçam o seu crescimento, mostrando que o afeto e a lealdade podem surgir nos lugares mais inesperados.
Lucas Sinclair: realismo e coragem

Lucas é uma das personagens mais realistas de Stranger Things .
Inicialmente cauteloso, a sua natureza analítica permite-lhe questionar o que os outros aceitam sem pensar.
A sua evolução centra-se no conflito moral, especialmente quando tem de escolher entre enquadrar-se socialmente ou manter-se fiel aos seus valores.
Nas últimas temporadas, Lucas demonstra uma grande coragem emocional, enfrentando decisões difíceis e situações traumáticas com uma maturidade surpreendente.
Max Mayfield: luto e resiliência

A chegada de Max traz uma nova dimensão à série.
Forte, independente e sarcástica, a sua evolução intensifica-se especialmente quando se trata de temas como o luto, a culpa e a depressão.
O seu percurso na quarta temporada é um dos mais aplaudidos, abordando a saúde mental com sensibilidade e profundidade.
Max representa a luta interna contra os próprios demónios, tanto reais como metafóricos.
Steve Harrington: Redenção e Crescimento

Steve é o exemplo perfeito de redenção de carácter.
De antagonista superficial, torna-se um dos pilares emocionais da série.
A sua evolução demonstra responsabilidade, sacrifício e uma inesperada vocação protectora, sobretudo para com os mais novos.
O seu carisma e humanidade fizeram dele um dos personagens mais queridos pelos fãs.
O que faz Stranger Things destacar-se: um elenco que cresce a par com a série.
Os protagonistas de Stranger Things destacam-se porque crescem a par com a história.
Cada temporada aprofunda a psicologia do mundo, mostrando que o verdadeiro terror nem sempre vem do Mundo Invertido , mas sim das emoções humanas: medo, perda e amor.
Graças a este desenvolvimento de personagens, Stranger Things conseguiu transcender o género e estabelecer-se como uma série que marcou uma geração.













