No universo de Game of Thrones, as espadas de aço valiriano não são apenas armas poderosas, mas também símbolos de linhagem, lealdade e conflitos.
Entre estas, Oathkeeper e Blackfyre destacam-se pela sua história, pelo seu design lendário e pelo seu papel nos acontecimentos que moldaram os Sete Reinos.
Este artigo explora a origem, as características, o propósito e quem os utilizava.

Guardiões do Juramento: A Espada da Lealdade
Origem e Forja Valiriana
Oathkeeper é uma espada forjada a partir de Gelo, a antiga espada ancestral da Casa Stark.
Após a execução de Eddard Stark, Tywin Lannister ordena que Gelo seja derretido e que duas novas espadas de aço valiriano sejam forjadas.
Uma delas é a Guardojuramentos, com um cabo ornamentado e uma lâmina mais leve, concebida para um combate ágil.
Operadores e sistemas legados
A espada foi dada por Jaime Lannister a Brienne de Tarth como símbolo de confiança.
Apesar das suas origens Lannister, Brienne torna-se um símbolo de lealdade para com os Stark e do seu juramento de proteger as filhas de Ned.
Os juramentos não representam apenas uma arma poderosa, mas também o conflito entre a honra, a redenção e o dever.
Brienne empunha-a com convicção, defendendo os inocentes e cumprindo promessas, o que transforma o significado da espada.
De arma forjada em tempos de traição, transforma-se num emblema de justiça e proteção.
Função narrativa
Oathkeeper funciona como um símbolo redentor para Jaime e Brienne.
O ato de a entregar implica uma profunda mudança em Jaime, e para Brienne, é a reafirmação do seu valor e propósito.
É uma espada que protege, não uma que procura vingança.

Blackfire: o porta-estandarte de uma rebelião
Origem e Herança Targaryen
Blackfyre foi forjada em Valíria e pertenceu a Aegon, o Conquistador, fundador da dinastia Targaryen em Westeros.
Ao contrário da sua outra espada, Irmã Negra, Blackfyre era uma espada longa reta de aço valiriano, com um cabo preto e rubis incrustados.
Era um símbolo de legitimidade para gerações de reis Targaryen.
Do emblema real ao estandarte rebelde
A história de Blackfyre toma um rumo inesperado quando Aegon IV, o Indigno, a entrega ao seu filho bastardo, Daemon, legitimando-o sob o nome Blackfyre.
Isto faz da arma o estandarte da Casa Blackfyre, que liderou várias rebeliões contra o ramo legítimo dos Targaryen.
A partir de então, a espada deixou de ser um símbolo de unidade e passou a representar a divisão e o conflito dinástico.
Transportadoras e destino
Daemon Blackfyre foi o primeiro grande portador da espada depois de Aegon.
Combateu ao lado dela na Primeira Rebelião Blackfyre, onde morreu na Batalha de Redgrass Meadow.
A partir daí, Darkfire passou pelas mãos de outros descendentes rebeldes, mas o seu destino final é incerto.
Na altura em que os livros se passam, a espada está desaparecida, o que leva a especulações sobre o seu paradeiro.

Duas espadas, mesmo aço, dois caminhos opostos.
Enquanto Oathkeeper representa a transformação e a honra redimida, Blackfyre é o reflexo da ambição e da divisão familiar.
Ambos partilham uma origem ancestral, o aço valiriano, mas os seus percursos narrativos são opostos: um protege as promessas, o outro provoca guerras civis.
São duas faces do poder em Westeros, um lembrete de que uma espada não só mata, como também transmite um legado.



















